Geociências

MM Gerdau ganha exposição inédita de minerais

Minerais do Brasil é o nome da mais nova coleção de minerais brasileiros raros e recentemente descobertos, que estarão expostos no Museu

O MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal tem na sua essência a missão de contar a história das riquezas das nossas Minas Gerais e dos seus recursos naturais, para além da importância econômica, celebrando as ciências da Terra e a identidade de um povo! Despertar a admiração pela mineralogia e articular saberes sobre o mundo mineral sob os nossos pés são objetivos do Museu, que ganham força com a coleção que compõe a mais nova exposição do MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal: Minerais do Brasil.

Enriquecendo ainda mais o acervo geológico do Museu, que já conta com o acervo do antigo Museu de Mineralogia Professor Djalma Guimarães, foi cedido, em dezembro de 2017, na ocasião do aniversário de 120 anos de Belo Horizonte e do Prédio Rosa, um acervo de grande importância e relevância internacional, composto por minerais que ocorrem no Brasil e no mundo, que representam importantes províncias minerais brasileiras. Um presente para a cidade e para os mineiros, uma novidade na museografia do MM Gerdau, que será lançada no dia 23 de março e aberta ao público no dia 24 de março, sábado.

No Brasil ocorrem, aproximadamente, 700 espécies minerais válidas, incluindo variedades. Na exposição, são exibidas cerca de 400 destas espécies minerais, sendo 36 minerais tipos do Brasil, ou seja, o local no qual foi achada a amostra que serviu para a primeira descrição no planeta encontra-se no Brasil, onde já foram descritos cerca de 62 minerais tipos. Sob o ponto de vista de minerais raros, é considerada a melhor coleção brasileira, como também a mais representativa quando se trata do número de espécies minerais que ocorrem no Brasil. Nenhum museu brasileiro ou coleção particular contém em seu acervo tal quantidade de minerais raros e recentemente descobertos, além de amostras espetaculares e de grande beleza.

A coleção foi criada por iniciativa dos empresários Sebastião Santos e Antônio Delfino Santos, com o objetivo de implantar um Museu de Mineralogia – MUMI, na cidade Sete Lagoas (MG), que seria um centro de educação, ciência e cultura para a cidade. O projeto não foi implantado e, em parceria com o MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal, a coleção ganhou uma sala especial no segundo andar do Museu, batizada de sala Prof. Doutor Álvaro Lúcio, em homenagem ao engenheiro metalúrgico, estudioso e colecionador de minerais, uma renomada autoridade internacional no assunto. Álvaro atuou na catalogação e no suporte técnico da coleção, ao lado de Paulo Amorim e Luiz Menezes, dois grandes colecionadores.

A iniciativa começou com a compra da coleção do falecido colecionador Manfredo Kayser, que formou sua coleção ao longo de sua vida. Posteriormente, foi adquirida a coleção particular de minerais brasileiros do colecionador Luiz Menezes, muito rica em minerais raros que ocorrem no Brasil. O nome de várias dessas espécies raras é uma homenagem a geólogos e mineralogistas brasileiros. Algumas são espécies endêmicas, que, até o presente momento, foram encontradas somente no Brasil.

O MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal integra o Circuito Liberdade desde 2010, ano de sua abertura ao público. A museografia é assinada por Marcello Dantas e a intervenção arquitetônica é de Paulo Mendes da Rocha.