Institucional

Projeto do MM Gerdau, UFMG e universidade portuguesa ganha prêmio internacional do Programa Ibermuseus

MM Gerdau é o único museu brasileiro contemplado este ano

O projeto Circuito Acessível de Expositores Interativos, fruto de um convênio entre a UFMG/GRAFT, o MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal e a universidade portuguesa IPB – Instituto Politécnico de Bragança, ganhou o quarto lugar no 7ª Prêmio de Educação e Museus – Categoria II, promovido pelo Programa Ibermuseus, uma iniciativa de cooperação e interação dos países ibero-americanos para o fomento e articulação de políticas públicas para a área de museus e da museologia. Foram 167 projetos de 18 países inscritos nessa edição, sendo o MM Gerdau o único museu brasileiro contemplado este ano.  O Museu receberá 10 mil dólares para serem investidos no projeto premiado.

Atração Pedras Sabidas – Foto: Leonardo Miranda

O Circuito Acessível de Expositores tem como objetivo inserir na exposição permanente do MM Gerdau atrações acessíveis aos deficientes visuais. Diante disso, já foi inaugurado em setembro de 2016 a atração “Pedras Sabidas”, que permite, simultaneamente, a exploração sensitiva de amostras e a comunicação dos conteúdos educativos, recorrendo a uma nova linguagem tecnológica de interação. O visitante pode manusear amostras minerais enquanto gravações em áudio e imagens e textos sobre a pedra em manipulação ficam disponíveis.

Fruto do projeto de pesquisa “TI em Museus de Alta Complexidade: MM Gerdau como estudo de caso”, é coordenado pela Profª Ana Cecília Rocha Veiga e com a participação da Profª Paula Odete Fernandes, do IPB – Instituto Politécnico de Bragança (Portugal). O engenheiro português Roberto Ivo Fernandes Vaz, coordenador executivo da interface e, atualmente, doutorando em Media Digitais na Universidade do Porto/UT Austin é o bolsista do projeto. A instalação Pedras Sabidas remonta à dissertação de mestrado de Roberto Vaz, na qual foi desenvolvido um protótipo do expositor atual, também em parceria com o MM Gerdau e o Grupo de Pesquisa GRAFT. O convênio foi desenvolvido entre 2015 e 2016 e foi financiado pela Associação Mantenedora do Museu das Minas e do Metal e pela Lei Federal de Incentivo à Cultura.