Exposição Entrada Franca

Exposição Luzes na Escuridão chega no MM Gerdau

As cavernas do Brasil são praticamente desconhecidas pelos brasileiros. Verdadeiros museus naturais, elas preservam em seu interior informações de extrema importância para a interpretação da história do nosso planeta e da vida. Como objetivo de desvendar esse importante patrimônio aos brasileiros, entre os meses de julho e agosto de 2016, foi organizada uma expedição para retratar as mais belas cavernas do Brasil, cujo resultado estará em exposição no MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal, de 17 de maio a 10 de junho. Nesse período, os visitantes poderão conferir fotografias que compõem o livro Luzes na Escuridão, organizado por Leda Zogbi e Allan Callux, assistir ao making of da expedição e adquirir o livro na loja Bem Mineiro, além de participar de um bate-papo com os realizadores, no dia 17 de maio, às 19h30.

A expedição para cobertura fotográfica das mais belas cavernas durou 27 dias, tendo participado alguns dos mais renomados fotógrafos de caverna do mundo, juntamente com um time de primeira linha de fotógrafos brasileiros, que cruzaram quatro estados do país: São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Bahia, somando 5.500 km de estradas, dos quais 1.000 foram percorridos em estradas de terra. Entrada gratuita!

Os fotógrafos:

Fotografar cavernas é uma arte dominada por poucos. Atravessar rios e lagos a nado, escalar paredões expostos, descer em abismos, enfrentar calor, umidade, lama e pó são algumas das dificuldades enfrentadas pelos fotógrafos de cavernas. São necessários muitos anos de experiência e muita criatividade para desenvolver as técnicas de iluminação necessárias para ressaltar os relevos, texturas e detalhes das cavernas, para produzir belas fotografias. Participaram da expedição Luzes na Escuridão os fotógrafos:

Kevin Downey

O americano Kevin Downey é reconhecido como um dos maiores fotógrafos de cavernas do mundo. Formado em geologia, cinema e ciências fotográficas pela Universidade de Massachusetts, iniciou suas atividades espeleológicas em 1971.

Ao longo dos últimos 40 anos, mais de 2200 viagens a cavernas do mundo inteiro o levaram a realizar fotografias publicadas em mais de 300 artigos em revistas, 12 livros e muitas publicações técnicas. Suas fotografias encontram-se em diversos museus, incluindo as exposições permanentes do Smithsonian Institution, em Washington.

Outros projetos incluem o fornecimento de fotografias para o capítulo “Caverna” do livro Planeta Terra – Como você nunca viu antes, produzido pela BBC, e o estudo dos cristais gigantescos de selenita nas cavernas termais em Naica, México, que envolveram o trabalho em temperaturas superiores a 62⁰C.

Philippe Crochet

O francês Philippe Crochet é atualmente reconhecido com um dos maiores fotógrafos do mundo subterrâneo. Realizou diversas reportagens fotográficas durante expedições em países dos quatro cantos do mundo, como Havaí, Cuba, Bornéu, Laos, Porto Rico, Islândia, Áustria, Turquia, República Tcheca, Eslovênia, Romênia, Itália, Inglaterra, Irã e, agora, Brasil. Ele está sempre acompanhado por sua esposa, Annie Guiraud, também apaixonada pela espeleologia, que participa de todas as explorações e de todas as sessões fotográficas, atuando como assistente e modelo.

Suas fotografias têm sido publicadas desde 1983 em inúmeras revistas e calendários de destaque internacional.  Philippe Crochet também realizou com a sua esposa mais de vinte audiovisuais sobre as cavernas, os desertos e os vulcões. Seu objetivo é desvendar a beleza de um mundo mineral às vezes pouco acessível.

Michel Renda

O francês Michel Renda é explorador e topógrafo. Seu gosto pela fotografia nasceu quando ele auxiliava os maiores fotógrafos do mundo subterrâneo, e acabou se apaixonando por essa atividade. Em 2000 descobriu a estereoscopia, e atualmente é considerado um dos maiores fotógrafos 3D do mundo das cavernas.

Michel Renda participou de diversas expedições internacionais, inclusive para fotografar a Lechuguilla Cave (Novo México, Estados Unidos) uma das mais belas cavernas do mundo. Também participou, em Cuba, do Proyecto Bellamar, que consiste na realização e difusão de audiovisuais 3D das áreas frágeis das cavernas daquele país, para apresentar aos turistas e, assim, captar recursos para investimentos em educação ambiental nas regiões onde se encontram as cavernas.

Renda se dedica muito ao estudo e à conservação das cavernas, sendo autor e coautor de diversos artigos em revistas especializadas.

Mirjam Widmer

A suíça Mirjam Widmer tem um estilo particular, com predileção por fotos aquáticas e de espeleólogos em ação. Ela pertence a uma nova geração de fotógrafos de caverna que está criando seu próprio espaço. Química de formação, Mirjam é uma ativa espeleóloga desde 2004, explorando e mapeando cavernas na Suíça e em outros países da Europa.  Em 2008 exibiu pela primeira vez suas fotografias em uma galeria de Zurique, Suíça.

Em 2014, com Philippe Crochet e Michel Renda, participou de uma expedição na França, em que pode registrar as famosas cavernas do sudoeste do país, com seus raros espeleotemas azuis. Participou, em 2015, do Terceiro Encontro internacional de Fotógrafos de Cavernas, em Pinarbasi, Turquia.

Marcelo Andrê

Graduado em Geografia e Meio Ambiente, Marcelo Andrê, montanhista e espeleólogo, dedica-se profissionalmente à fotografia outdoor desde 1990, com foco em natureza, esportes, viagens e agricultura.  Registrou os quatro cantos do Brasil, as cavernas brasileiras e as belezas de outros países por onde passou, como Nova Zelândia, Peru, Bolívia, Venezuela e Chile.  Participou, como fotógrafo oficial, de mais de 10 expedições para cavernas.

Marcelo Andrê já realizou mais de uma dezena de exposições coletivas e individuais, tanto no Brasil quanto no exterior, mostrando as potencialidades naturais do Brasil.

Entre seus trabalhos publicados estão várias matérias realizadas para as revistas Horizonte Geográfico, Go Outside e National Geographic, entre outras.  Suas fotografias foram publicadas em mais de dez livros com foco na cultura e na natureza brasileira.

Ricardo Martinelli

Ricardo Martinelli é dentista e espeleólogo, filiado à União Paulista de Espeleologia e ao Grupo Luminous de Fotografia. Participou de dezenas de expedições espeleológicas nos estados de São Paulo, Goiás, Minas Gerais e Bahia, constituindo um rico acervo de fotografias das cavernas brasileiras.

Entre os anos de 2009 e 2010 Martinelli realizou o levantamento fotográfico para subsidiar a elaboração dos planos de manejo espeleológico de 32 cavernas no Vale do Ribeira.

Apresentou seu trabalho em dezenas de exposições, sempre com fotografias de caverna ou de natureza. Participou de diversas Bienais de Arte Fotográfica e salões de fotografia. Ganhou diversos prêmios com temas relacionados à espeleologia, tanto os promovidos pela SBE (Sociedade Brasileira de Espeleologia) quanto pela Redespeleo Brasil.

Daniel Menin

Daniel Menin é publicitário, e atua desde 1995 na exploração e documentação das cavernas brasileiras. Adepto de equipamentos fotográficos leves e de técnicas rápidas, seus registros subterrâneos tem como característica a documentação dos lugares mais distantes e de difícil acesso dentro das cavernas. Autodidata, Menin desenvolveu técnicas próprias de longa exposição com câmeras leves, iluminação própria e valorização das sombras para representar com o máximo de fidelidade o ambiente subterrâneo.

Menin realizou registros fotográficos de cavernas em diversos estados brasileiros, e também participou de expedições fotográficas na França, na Grécia e na Itália. Suas fotos já foram publicadas em livros técnicos, em revistas e sites relacionados a cavernas, ciência e aventura.

Ataliba Coelho

Ataliba Coelho é geógrafo e atua como fotógrafo desde 1998. Em 2004 iniciou-se na espeleologia e logo estendeu sua paixão pela fotografia ao ambiente subterrâneo.  Tem atuado intensamente nas cavernas de Minas Gerais e do Pará.

Seu trabalho fotográfico, foi utilizado para ilustrar diversas publicações científicas de alto nível, como artigos publicados nos livro Landscapes and Landforms of Brazil (Orgs. B. C. Vieira, A. A. Rodrigues Salgado e L. J. Cordeiro Santos, 2015), Geossistemas Ferruginosos do Brasil (Pristino, 2015), Serra da Moeda: Patrimônio e História (A. Baeta e H. Piló, 2015) e Cavernas da Serra do Espinhaço Meridional (Auler et al, 2015).

Fotografias de sua autoria também foram publicadas nos livros O Ser Humano e a Paisagem Cárstica (H. Lobo e L. E. P. Travassos, 2012) e Serra do Cipó Sempre Viva (C. Ottoni, 2008), entre outros. Na área de arqueologia, realizou a documentação fotográfica do projeto Origens e Microevolução do Homem na América (LEEH-USP, 2004-2005).

Os Autores:

Leda de Almeida Zogbi, 55, é formada em Publicidade e Propaganda pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, e atua desde 1992 na exploração e na documentação das cavernas brasileiras. Realizou a topografia de perto de 300 cavernas em 21 estados brasileiros, somando mais de 60 km de condutos mapeados. Atua ativamente na proteção das cavernas brasileiras. É autora de dois outros livros: Espeleologia – Noções Básicas, 2005 e Michel le Bret, Francês e Brasileiro, Espeleólogo e Desenhista, 2006, e é a idealizadora do Projeto Luzes na Escuridão;

Allan Silas Calux, 35, é bacharel em Geografia pelo Instituto de Geociências da Universidade Estadual de Campinas, mestre em Geografia Física pelo Instituto de Geociências da Universidade Federal de Minas Gerais e doutorando em Geoquímica e Geotectônica pelo Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo, e atua desde 1997 na exploração, mapeamento e diagnóstico geoespeleológico de cavernas brasileiras. É co-autor dos livros Patrimônio Espeleológico em Rochas Ferruginosas, 2015 e Guia de Boas Práticas para Mineração de Calcário em Áreas Cársticas, 2016.

 

Exposição Luzes na Escuridão

De 17 de maio a 10 de junho

Horário de funcionamento do Museu.

Lançamento: 17 de maio, às 19h30, com bate-papo com realizadores.

 

O livro Luzes na Escuridão encontra-se à venda na loja Bem Mineiro, no MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal.

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